domingo, 8 de julho de 2012

Politica e o Design

Li recentemente  um artigo no jornal The Guardian (UK), republicado pelo site DesignBrasil,  sobre a inclusão do design no desenvolvimento e na reformulação de políticas públicas. Este artigo, redigido por Justin Mcguirk, retrata o cenário da inclusão e aplicação do Design dentro do setor público demonstrando as ações do governo finlandês e comparando-as com Londres. Destacaremos aqui a atuação do fundo finlandês de inovação Sitra. O objetivo deste órgão, fundado em 1967, é abordar questões sócio-econômicas mais cruciais da sociedade finlandesa e propor soluções factíveis. Uma das ações citadas pelo autor foi a atuação da instituição na educação pública, onde buscou-se entender as dificuldades existentes em um sistema educacional que está entre os melhores do mundo. Este artigo vai de encontro a uma das questões levantadas na entrevista realizada com Gui Bonsiepe, com relação a atuação do designer no setor público brasileiro. Segundo ele, “Uma política industrial e uma política de desenvolvimento que não usam o design industrial como ferramenta são políticas amputadas”. Mas, afinal, o que são políticas de design?

Vamos começar a tecer idéias para responder essa pergunta e melhor, vamos sim provocar as mudanças com nossa força intelectual, afinal somos formadores de opinião.

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sábado, 7 de julho de 2012

Crise vs Empreender + Inovar

No âmbito de um ciclo de seminários, organizado pelo PAEGI (Programa Avançado em Empreendorismo e Gestão da Inovação), teve lugar na última segunda-feira, ao final do dia, na Universidade Católica, uma sequência de comunicações subordinadas ao tema "Empreender e Inovar em Tempos de Austeridade".

O painel de oradores consistiu num grupo heterogéneo de empresários e académicos que se dedicam a diversas áreas, desde soluções informáticas, novas formas de financiamento, produção de acessórios em cortiça, até ao mundo do Design.

Pedro Janela (co-fundador & Group Development  e Diretor do WY Group)  faz uma referência espirituosa aos discursos de ano novo dos nossos Presidentes da Republica, que desde há muitos anos repetem os discursos catastrofistas de crise e desgraça. No entanto, para ele a austeridade é a melhor altura para inovar e empreender e "são e serão sempre os empreendedores o motor da economia".

Pedro Oliveira (coordenador do Programa Avançado de Empreendedorismo e Gestão de Inovação e do Programa de Doutoramento TCE Carnegie Mellon-Portugal) dá-nos a resposta em números: mais de 50% dos produtos inovadores surgiram em situações sociais de grande precariedade.

Por seu lado, Francisco Fonseca, co-fundador & CEO da AnubisNetworks (líderes de mercado na área da segurança na internet) e membro da direção da ANJE (Associação dos Jovens Empresários), confirma os nossos receios: "Portugal é um handicap neste momento".  Mas também corrobora as ideias anteriores ao dizer  que "a crise pode ser uma oportunidade" e que a  "performance é boa num indivíduo quando acredita no que está a fazer e não tanto no dinheiro que tem".



Curso para programar games por R$190,00 reais

Uma pesquisa divulgada recentemente pela empresa de análise Newzoo mostra que o Brasil se aquece nesse mercado. A absorção dos jogos sociais, móveis e MMO (jogadores múltiplos) e os modelos de negócios do tipo “jogar é grátis” estão acelerando o crescimento dos gastos com esse tipo de processo, cujo crescimento esperado era de US$2 bilhões para 2012.
Mas não basta ser programador para entrar no filão. “É importante ressaltar que a pessoa [que quer acompanhar as aulas] tem que jogar, porque ela terá mais noção e criatividade para conseguir criar”, aconselhou Roberto Cuba Júnior, coordenador pedagógico Grupo All Net, empresa responsável por esse curso em questão, que tem duração de dois anos.
Quando uma pessoa busca se especializar no desenho de games, é preciso estar aberto para aprender a utilizar as seguintes ferramentas: GMax – Usado para fazer a modelagem 3D; Blender – Usado para fazer a modelagem 3D; Biturn – Usado para converter os formatos dos modelos 3D; Valve Hammer – Ferramenta para design de cenários 3D; PhotoShop – Pintura digital das texturas 3D; Game Studio – Engine comercial para rodar os jogos e Game Maker – Ferramenta para desenvolver jogos 2D.
No caso do curso do Grupo All Net , é possível aprender a modelos virtuais, tornando-o apto a atuar nos mercados de arquitetura (representação de estruturas, prédios e casas), design (modelagem de produtos e protótipos),  propaganda (animação, personagens), cinema (cenários, efeitos especiais), jogos (modelagem de personagens e cenários), medicina (representação 3D do corpo humano), entre outras áreas que usam estas tecnologias como recurso.
Voltando à pesquisa da Newzoo, a maior parte do dinheiro movimento na indústria de jogos eletrônicos é gasta online ou por meio de telefones celulares. Os jogos no Facebook e no Orkut são responsáveis por 11%, enquanto os sites dedicados a jogos casuais ficam com 15%, em comparação aos 16% que são despendidos com os tipo MMO (jogadores múltiplos): US$320 milhões. Os telefones celulares ficam com 9% da fatia. Os vídeo-games e os jogos de computador comprados para PC e Mac ficam com consideráveis 34% dos gastos do mercado, mas uma grande parte desse dinheiro vai para o comércio de segunda mão e de cópias ilegais.
Três quartos dos compradores de jogos de vídeo-game e computador dizem que adquirem jogos dessa maneira. Os brasileiros também gastam mais dinheiro (US$300 milhões) baixando jogos pela internet do que comprando jogos para PC e Mac que vêm na caixa.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Insulina sem agulha

Foto: Reprodução.
O desconforto gerado pelas repetidas picadas de agulha é uma das maiores causas da negligência no tratamento do Diabetes. Mas um equipamento alemão está mudando essa realidade no Brasil: a Caneta Safe-Inject. O dispositivo, que aplica a insulina através de um sistema de pressão, dispensando injeções, foi lançado em abril deste ano, no país, pela Hemocat, importadora exclusiva do produto, e já está sendo comercializado em 54 farmácias especializadas.

Foto: Reprodução.
O método realiza as aplicações de maneira segura e eficaz, sem as temidas e desconfortáveis picadas de agulha. “Alguns pacientes não fazem o controle adequado da glicemia (açúcar no sangue), pois seguir corretamente a recomendação médica significa, em alguns casos, tomar injeções várias vezes ao dia”, explica o médico endocrinologista Paulo Rizzo Genestreti, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Coordenador do Grupo de Diabetes do Hospital TotalCor/SP e Coordenador de Pesquisa Clínica em Diabetes da AMIL/SP.

Segundo o endocrinologista, o novo dispositivo injeta a insulina por um sistema de pressão por mola, proporcionando melhor distribuição do medicamento no tecido subcutâneo. No Brasil, existem cerca de 12 milhões de diabéticos.

Havaianas completam 50 anos com modelo comemorativo

Foto: Reprodução.

As Havaianas completam 50 anos com um modelo comemorativo, que lembra aquele que os jovens dos anos 80 inventaram para ir à praia, e com o anúncio de uma nova fábrica, prevista para começar a operar no primeiro trimestre do ano que vem.

 O modelo comemorativo na verdade são dois: o que lembra aquele originalmente lançado em 1962, de solado branco e tira colorida, e o de uma cor só, simulando aqueles de solado virado.

Foto: Reprodução.

“São 50 mil modelos comemorativos colocados à venda a R$ 50, tudo remete ao número 50, dos 50 anos, e toda a verba da venda desses modelos será revertida em favor da Unicef”, explica Rui Porto, Consultor de Comunicação da Alpargatas.

De commodity a acessório de moda Porto explica que, durante 32 anos, as sandálias foram um produto único, sem inovação: uma commodity.

“De 1962 até 94 a Havaianas era produto único: sandália branca com tiras em quatro cores. Estava virando uma commodity, um produto sem inovação, sem ter apelo nacional, mas com boas características. Afinal, era confortável, não soltava a tira, não tinha cheiro. Era um produto popular”, conta.

Até o momento, segundo Porto, em que a concorrência começou a engolir as sandálias no final dos anos 80 e a revolução veio em 1994, quando além das tradicionais de solado branco, a fábrica lançou os modelos monocromáticos em rosa, azul, preto e lilás.


“Foi o primeiro passo para uma revolução que não terminou mais. Foi um grande reposicionamento, de commodity a acessório de moda. Foram agregadas novas cores, novos modelos, o produto se diversificou”, disse ele, explicando que, sem contar os customizados, são mais de cem modelos de Havaianas, com uma média de seis cores por modelo, o que resulta em 600 possibilidades de o consumidor ter uma Havaianas diferente.

“E não para. A cada ano novos modelos, cores e estampas a partir de temas. Este ano o tema é a Tailândia; no ano passado, foi a Turquia; antes, a Índia. A revolução da marca mexeu não apenas no produto, mexeu na embalagem, nos pontos de venda, que eram pobres, na propaganda, comunicação”, disse.

Rui Porto conta que o sucesso da marca se deve à estratégia de ouvir o público.

“A partir do momento em que vimos que o consumidor virava o solado da sandália, fomos ouvir o consumidor, não só de maneira formal, em pesquisas, mas ouvir na rua, percebendo para onde as coisas estavam indo”, disse.

Foi dessa observação que surgiu a coleção com as cores e estampas de times de futebol e a Havaianas Brasil, com a bandeira, criada para a Copa de 1998.

“A gente perdeu a Copa, mas o produto continuou vendendo. E hoje a Havaianas Brasil, com a nossa bandeirinha, é a mais vendida fora do Brasil. Originalmente criada somente nas cores brasileiras, a partir do desejo dos consumidores ela é hoje produzida em várias cores, mas sempre com a bandeira do Brasil, um sucesso da marca no exterior”, explicou.

Em 2011, foram vendidos 210 milhões de pares de sandálias no mundo, disse Rui Porto, explicando que 15% da produção é exportada. A produção em grande escala vem da fábrica de Campina Grande, na Paraíba, mas a fábrica da Alpargatas em Carpina, Pernambuco, também colabora na produção.

No primeiro trimestre de 2013, segundo Rui Porto, entra em ação a fábrica de Montes Claros, em Minas Gerais, que está em fase final de construção e começará a operar com uma produção anual de 100 milhões de pares, gerando 2.500 empregos diretos.

A Havaianas tem apenas duas lojas próprias no país, ambas em São Paulo, mas cerca de 250 franquias. Tem ainda lojas próprias em Madri, Barcelona e Valência, na Espanha; em Roma, na Itália; duas em Paris, na França; uma em Londres, na Inglaterra. Nos Estados Unidos tem uma loja em Huntington Beach, na Califórnia, e ainda este ano abre uma em Miami.

G1

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nike Sole

Por anos, temos visto atletas com próteses quebrando todos os tipos de limites que antes eram intransponíveis. E agora a Nike está atravessando a última barreira, fazendo um tênis para pessoas que não têm pés.
Projetado para trabalhar com a lâmina Össur Flex-Run, o Sole foi um esforço colaborativo entre a Nike e triatleta Sarah Reinertsen. Como um tênis funcionando normalmente, o Sole com uma sola e uma entressola, que prende a lâmina de fibra de carbono com um material chamado Aeroply. Engenheiros da Nike conceberam um sistema inteligente para fixar o Sole para a lâmina, utilizando uma âncora e uma tira de borracha.
Sem limites o desenvolvimento de produtos e a visão de mercado. A ajuda social existe mas, voltada para o comercial, um capitalismo com proveito recíproco, pelo menos para quem pode pagar.  



Segue um video para todos apreciarem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Projeção mapeada.

Estava pesquisando sobre propaganda, animação e me divertindo com alguns vídeos, quando me deparei com a apresentação do Audi A1 e o A7, que utilizaram de maneira nova a forma de projetar imagens.
É chamada de projeção mapeada, a idéia é a mesma que a do cinema, a projeção de filmes, porém a diferença que pode criar ilusões visuais em variadas superfícies não apenas planas. A superfície que servirá de tela para a projeção é mapeada em 3D e, em seguida, o computador calcula todas as suas curvas e saliências. O filme então é adaptado à estrutura mapeada, evitando qualquer tipo de distorção na hora da projetar sobre formas e volumes. As finalidades do produto são inúmeras: campanhas publicitárias, shows, espetáculos teatrais, desfiles de moda.
Vejam o vídeo e tirem suas conclusões.